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Noite de Progressive Rock em São Paulo: Alan Parsons Project no HSBC

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Publicada em 03, Apr, 2014 por Marcia Janini

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Na noite da última sexta-feira, 28 de março, o HSBC recebeu o show da banda Alan Parsons Project para um público estimado em cerca de 4 mil pessoas.

Com privilegiado esquema de iluminação, num verdadeiro espetáculo a parte, a banda sobe ao palco por volta das 22h15. As variações em tonalidade e cores e a disposição de spots e gambiarras diversificada a cada canção executada, auxiliou na ambientação de forma única, criativa e de extremo bom gosto.

Iniciando a apresentação "I Robot" em sua estrutura cíclica de rondó, apresenta glissandos cromáticos no teclado, denotando atmosfera futurista, apoiada pelas notas suspensas do sintetizador.

"Damned If I Do" traduz nos acordes minimal do teclado a sonoridade com tessitura pop, explorando andamento e cadência constantes. Nota para as inteligentes conversões da bateria e para o bem pontuado violão, em suaves acordes esparsos extraídos do universo country.

Um dos maiores sucessos da banda, "Don´t Answer Me" apresenta acentos de bolero no andamento e nas esparsas castanholas em sampler, apoiando a pulsação. Digna de menção a participação do coro, afinadíssimo no refrão. Majestoso, o sax tenor surge em solo na finalização.

Traduzindo elementos do hard rock 80´s "Breakdown/ The Raven" apresenta anadamento e cadência constantes do instrumental, permeado com suavidade pelo teclado. Harmoniosa, surge a diferenciada divisão silábica no fraseado vocal, antecedendo o refrão. Denota assim, a intrincada construção melódica, em modulações nada óbvias.

"I Wouldn´t Want To Be Like You" explora sonoridade pautada no R&B e no jazz fusion, com acentos disco no andamento e nos acordes solapados das cordas. Baixo em dub surge contrapontístico, traduzindo o interessante "doo wop". Belos riffs da guitarra em notas encadeadas de progressão ascendente ditam a tônica do refrão. Perfeito!

Trazendo na introdução a sonoridade céltica, ethereal, "The Ace of Swords" ascende para andamento frenético no ataque das guitarras e arpejos do teclado, num belíssimo diálogo instrumental que permeia toda a melodia, apoiando a firme condução da bateria. Grande clássico!

A balada "Nothing Left To Lose" surge em um dos momentos mais introspectivos e intimistas da apresentação. Lindamente executada, explora as canções pastoris na estrutura suave, na junção entre country, rock e madrigais clássicos europeus.

"Fragile" apresenta notas suspensas do teclado criando densa atmosfera para a estrutura de moderna valsa da canção aliada à cadência marcante do pop. A melodia em acordes de linhas simples traz a bela participação da guitarra. A bateria cadenciada determina tom extra de suavidade à canção.

Constaram também do bem selecionado set list os clássicos "Prime Time", "Sirius", "Eye In The Sky", "Silence and I", "The Turn of a Friendly Card (Part Two)", "Snake Eyes", "Old and Wise" e "Games People Play".


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