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Coberturas de shows

Lulu Santos Canta Roberto E Erasmo Carlos

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Publicada em 02, Oct, 2012 por Marcia Janini

Clique aqui e veja as fotos deste show.


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No último sábado, 29 de setembro, Lulu Santos apresentou-se no Credicard Hall em São Paulo, na turnê do espetáculo em homenagem a Roberto e Erasmo Carlos, interpretando grandes clássicos da dupla.

Iniciando o show por volta das 22h30 a introdução bem elaborada simulava dial de rádio com interferências entre as estações, já auxiliando a ambientar o espetáculo de forma bem humorada, num clima que remonta aos anos 50/60, onde o hábito de ouvir rádio era corriqueiro em praticamente todos os lares.

“Preciso Lembrar Que Eu Existo” surge em suave cadência swingada, pautando-se na vertente do surf rock, com lindos arranjos modernizadores do teclados.

Com novo arranjo dos samplers em percussão, “O Calhambeque” funde elementos latinos ao rockabilly de forma inteligente, trazendo vocais descontraídos em modulações diferenciadas, denotando chame extra à releitura.

O charme do blues na nova roupagem para “Fama de Mau” traz notas e acentos inusitados ao teclado, em belíssimo solo na conversão para os refrões com elegância e precisão.

“Eu Sou Terrível” denota andamento rallentado, em um belo trabalho do baixo em dub num contraponto perfeito à bateria cadenciada, com andamento suavizado, viajante, trazendo elementos do psicodelismo e excertos de “I Feel Fine” (clássico dos Beatles) como musica incidental na finalização.

Em um lindo momento da apresentação “As Curvas da Estrada de Santos” mantém-se mais fidedigna à versão original, sem variações relevantes à melodia. A sonoridade do órgão Hammond manteve–se preservada. Nota para a bela e inspirada interpretação de Lulu Santos com o charmoso fraseado vocal típico do blues em interessantíssimas modulações, frisando algumas frases da letra, ressaltando com brilhantismo seu significado na composição, demonstrando mais uma vez seu talento e versatilidade do grande intérprete em um excelente momento do show.

Em “Festa de Arromba” os “infernais” arranjos dos teclados de Hiroshi Mizutani e Pedro Augusto ditaram a tônica da melodia em um rockabilly suavizado, com fortes elementos do blues no andamento.

Digno de menção o belo trabalho da cenotécnica, desde a projeção de imagens bem selecionadas e em total consonância com as canções no telão de fundo até ao conceito denotando certa divisão, determinando a ambientação do espetáculo em diferentes décadas. Remetendo à disco music e aos anos 70, “pernas” de lamê branco descem das gambiarras, ao som de discos de vinil sendo tocados em uma vitrola (com o chiado característico!), em mais uma genial forma de conduzir o espectador à suas memórias emotivas, de forma que este se identificou ainda mais com a genial apresentação, num clima sobretudo aconchegante, simulando uma reunião entre amigos. Simplesmente fantástico!

Com andamento em estrutura de rondó, traduzindo o charme da sonoridade nordestina em elementos extraídos de vertentes como o xote e o baião, “Se Você Pensa” traz toda uma carga de descontração extra para o show, com direito à break estratégico e declamação.

Apresentando “Hit The Road Jack” (imortalizada por Ray Charles) como canção incidental na introdução “Pode Vir Quente, Que Eu Estou Fervendo” traz ótimo momento da performance da bateria de Chocolate, num andamento gostoso, na sonoridade do reggae de raiz, com guitarras ascendentes na afinação do hard rock... Genial, uma das releituras mais originais e criativas para esta canção já registradas!

“Eu Te Darei O Céu” surge também na versão ensolarada do reggae, com fantástica performance do baixo em dub, auxiliando a manutenção da cadência... Trazendo a homenagem ao folk rock, surge excerto de “Lay, Lady Lay” (sucesso de Bob Dylan) como canção incidental.

Remetendo ao soft rock em andamento e cadência suaves, com esparsos elementos da sonoridade hardcore californiana “Quando” pauta-se ainda nas vertentes do blues, numa incrível e bem elaborada fusão de todos estes estilos à base original da canção. Perfeita!

Em mais um show de descontração o talentoso baixista e compositor Jorge Aílton dá uma inspiradíssima canja na execução de “Você Não Serve Pra Mim”, alternando vocais femininos (réplica) e vocais masculinos (tréplica), num diálogo divertidíssimo... Qualquer alusão à dupla Jane e Herondi não é mera coincidência... Surpreendente!

Numa elegante aura de seriedade, com poética suave “Como É Grande o Meu Amor Por Você” pauta-se na sonoridade solene da bossa nova, numa roupagem super bem construída.

“Sou Uma Criança, Não Entendo Nada” já traduz na introdução os virtuosos arranjos da guitarra, ancorando-se no rock progressivo, em mais uma belíssima roupagem, totalmente criativa e diferenciada, onde rockabilly, blues e pitadas deliciosas do hard rock 70`s se fundem, em uma melodia contagiante!

Na cadência malemolente do soul/funk, “Não Vou Ficar” traz mais um momento totalmente inusitado do show, seguido pela execução de “É Preciso Saber Viver”, em versão bem próxima à original.

Na deliciosa cadência da disco music, trazendo “Staying Alive” (Bee Gees nos “Embalos de Sábado à Noite”) como canção incidental na introdução de “Ilegal, Imoral ou Engorda”, a dançante versão ganha deliciosa atmosfera retrô com elementos modernizantes determinados pelo fantástico trabalho dos sintetizadores.

Finalizando com grande efeito, “Emoções” apresenta ousados arranjos na cadência do soul... Arrojada, a releitura conta com toda a genialidade de Lulu e banda, além de grande dose de coragem para inovar em um clássico tão peculiar.... Maestria, talento e virtuosismo se uniram para mais uma revisitagem totalmente perfeita!

Atendendo à pedidos dos fãs, Lulu executou em pout-porri três grandes clássicos de sua carreira “Toda Forma de Amor”, “Um Certo Alguém”e “O Último Romântico” com o arranjo clássico formatado para o álbum Lulu Acústico (2000).


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