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Entrelace do Clássico e Moderno na Música Nacional: Agridoce e RPM em São Paulo

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Publicada em 02, Sep, 2012 por Marcia Janini

Clique aqui e veja as fotos deste show.


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Na última sexta, 31 de agosto, o HSBC Brasil recebeu duas atrações que representam distintos momentos da música nacional, o Agridoce, projeto paralelo da cantora Pitty e Martin e o tradicional RPM em mais um show da turnê Elektra.

Iniciando as atrações da noite, o Agridoce sobe ao palco por volta das 22h00, interpretando a suave “Upside Down”, com suaves influências na new age celta e nas sonoridades indianas, determinada pelos címbalos na percussão.

“B Day”, com grande influência no psicodélico 60`s, traduz toda uma aura de suavidade e leveza à apresentação.

Com letra introspectiva, onde o mote traduz as inadequações nos relacionamentos afetivos, “Romeu” encanta pela sonoridade retrô, pautada no período da chamada Jovem Guarda e pela simplicidade da métrica, aliada à surpreendente força do fraseado vocal, surgindo inusitado e urgente num interessante efeito sobre a melodia de andamento lento.

Traduzindo elementos do new folk de princípios dos anos 90, “Epílogos” mostra acordes simples do violão e intervenções vocais com o uso de megafone, em uma canção criativa e vibrante.

A bluseira “Raining” contagia na fusão com elementos orientais, traduzindo ar introspectivo em acordes despojados, com lindo coro na finalização.

Em “20 Passos”, Martin faz o vocal principal, traduzindo-se a melodia numa sonoridade urban, atual perfeitamente sintonizada com a letra densa e reflexiva. O solo de violão em acordes dedilhados e precisos surge como delicioso diferencial nas conversões para o refrão.

Simplicidade e beleza estética ditam a tônica de “130 Anos”, em linda melodia emoldurada pelos ganzás na percussão, marcando o ritmo em suave acompanhamento ao vocal e violão.

“Dançando” pauta-se no soft rock californiano dos anos 60, com grandes influências no blues, traduzindo também suaves influências na sonoridade brasiliense do rock nacional, em melodia e letra contagiantes.

“Lágrimas Pretas” explora com grande propriedade a fusão entre a sonoridade popular nordestina com suaves acentos de bolero, em melodia descontraída e diferenciada.

Finalizando a apresentação, a divertida “O Porto” com seus acordes remetendo às fanfarras marciais, traduz mensagem urgente e pulsante da letra, remetendo à dilemas cotidianos de maneira inteligente e fluida, em sonoridade mais próxima à explorada pela dupla em trabalhos anteriores. A divertida finalização traz Pitty, Martin e músicos de apoio na condução da percussão.

Dando continuidade às apresentações da noite, RPM interpreta canções de várias fases de sua carreira, mesclando no set list grandes clássicos e canções de sucesso de trabalhos mais recentes.

Iniciando o show, a banda interpreta duas canções de trabalho do último álbum: “Muito Tudo” e “Dois Olhos Verdes”, explorando efeitos modernizadores de influência no eletrônico, em composições dançantes, emolduradas pelos sintetizadores.

Nota para a sonoridade progressiva de “Mergulho”, com belíssimo solo da guitarra de Fernando Deluqui, em acordes extremamente criativos, demonstrando o enorme talento e técnica deste grande músico.

Momentos especiais da apresentação surgiram no set acústico, onde a banda homenageia grandes nomes do rock em versões cover e releituras criativas, assim “Imagine” (John Lennon), “Beautiful Girl” (INXS), “One” (U2) e a linda versão para o clássico “Wish You Were Here” (Pink Floyd), na interessante fusão com a canção “Dois”, sucesso de Paulo Ricardo em carreira solo, demonstraram algumas das influências musicais da banda.

Outro bom momento surge na execução da clássica versão para “London, London” com a participação mais que especial de Pitty e Martin, dando novas tonalidades à canção com o suave toque do Agridoce.

A dançante versão remixada para “Ninfa” também marcou ponto alto de descontração na apresentação, demonstrando a versatilidade da banda ao explorar vertentes e sonoridades fora do universo do rock com grande propriedade e ousadia.

Finalizando a apresentação, a execução em versões fidedignas dos grandes clássicos dos anos 80, como “Revoluções Por Minuto”, “Alvorada Voraz”, “Louras Geladas” e “Rádio Pirata”, encerrando com “Olhar 43”, marcando os maiores pontos de participação ativa do público.


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