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Tarja: Sendas Melódicas no Rock Erudito

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Publicada em 14, Mar, 2011 por Marcia Janini

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No último sábado, 12 de março, o HSBC Brasil recebeu a soprano ligera Tarja em show da turnê “What Lies Beneath”, com início às 22h00.

O espetáculo impressiona já na introdução, com “If You Believe” em versão instrumental, apresentando belíssima apresentação do violoncelo, ambientando forte carga de dramaticidade. Vocalizes remeteram ao solfejo das canções orientais mouras.

A execução de “My Little Fênix” trouxe um dos grandes pontos de verticalização à apresentação, de introdução suave com acompanhamento do piano, crescendo para adágio de intrincada construção melódica e inusitada finalização pautada no death metal.

Demonstrando o forte potencial vocal de larga extensão da intérprete, em execução de rara beleza, por meio de modulações posicionadas com precisão “I Feel Immortal” verticaliza com maestria no refrão, intercalando suaves affretadas no andamento ballad. Precioso!

Novamente introduzindo com grande propriedade, surge o violoncelo, denotando suave aura de melancolia aos primeiros acordes de “The Grying Moon”. Nota para a harmônica linha de baixo, como contraponto à bem conduzida bateria.

Trazendo o peso do heavy metal já na introdução, “Falling Awake” surge pontuado por interlúdios de bem pautado vocal com suave acompanhamento, traduzindo aos intermezzos instrumentais lindos de inusitados arranjos, numa canção linda, de forte apelo estético.

Relembrando Nightwish, a execução técnica e precisa de “End Of All Hope” demonstra apuro e maestria nas incríveis finalizações do violoncelo para as conversões entre estrofes. Ponto alto de verticalização do show, causou furor no público.

Em sequência acústica que incluiu as canções “Higher Than Hope” (fase Nightwish), “We Are”, “Mirror Haven” e “The Archive of Lost Dreams”, Tarja encanta com seu timbre vocal límpido e personalizado, além de imprimir sua marca também na condução dos teclados, remetendo aos acordes de linhas do medievo e da sonoridade celta, por meio do belo trabalho da percussão.

“If For a Kill” traduz na cadência dos acordes iniciais notas suspensas que remontam ligeiramente às composições de Béla Bartók (1881-1945). A bela linha de baixo transmite maior dramaticidade à canção de dramaticidade viva, premente, laureada pelas incríveis inflexões dos vocais da intérprete.

Para o momento do bis, foram reservadas duas canções de sucesso “Die Alive”e “Until My Last Breath”.

Digno de menção o empolgante solo de bateria de Mike Terrana, que impressionou e impulsionou o público alternando entre cadências do dark wave, punk e heavy metal. Entre um girar e outro das baquetas, presenciou-se incrível show à parte. Inusitadamente executa a abertura de “William Tell” de Gioachino Rossini (1792-1868)… Sensacional!


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