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Hard Rock em Evidência: Motörhead na Via Funchal

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Publicada em 19, Apr, 2009 por Marcia Janini


No último dia 18 de abril, em espetáculo repleto de vitalidade e energia, Motörhead apresentou-se na conceituada casa de espetáculos paulista, com público estimado em cerca de 7 mil pessoas.

Iniciando às 22h00, a noite de celebração ao classic rock contou com a abertura de uma das maiores bandas nacionais do estilo, a Baranga que apresenta em seu casting nomes de peso no rock nacional, a exemplo do band leader Paulão (ex- Made in Brazil/ Harpia).

Numa apresentação desde o início verticalizada, a mescla de estilos como heavy metal, hard rock e punk determinaram a atônica de um bem elaborado e executado show de abertura, contagiando ao público por meio de seu forte carisma e irreverência, em excelente sinergia palco/platéia.

Nota ao vocal de excelente extensão, projeção e timbre ímpares e, às performances individuais de cada integrante, onde às guitarras distorcidas em progressão ascendente aliou-se com perfeição a excelente e bem pontuada condução da bateria e o precioso contraponto do baixo. Simplesmente fantástico!

Nas letras que retratam temáticas cotidianas e pertinentes ao universo rock, como a liberdade e o “way of life” despojados, o conjunto presenteou os presentes com clássicos de várias fases de sua carreira, em um espetáculo que aliou técnica e precisão á atitude e ousadia.

Dignas de menção as execuções de “Pirata do Tietê”, realizando bela apologia às belezas da metrópole sem perder o tom de suaves nuances críticas; a bem humorada homenagem à mulher roqueira em “Garota do Rock”, canção integrante do terceiro trabalho da banda, que apresenta andamento ascendente e bateria cadenciada, explorando as sonoridades do heavy metal numa interessante e bem construída melodia e, uma das melhores canções do show “O Céu é o Hell”, numa ambientação irreverente, de estilo e graça contagiantes, já denotadas no interessante trocadilho que a intitula, em um dos ápices do espetáculo. Incrível!

Subindo ao palco por volta das 23h15, o Motörhead já inicia o show com energia e força ímpares, fato que se mantém constante durante todo o evento. Apresentando grandes clássicos de sua carreira e canções de seu mais recente álbum, o Motörized (2008), retorna ao Brasil numa apresentação caprichada e tecnicamente impecável, fator este também já reconhecido pelos fãs.

Impactantes momentos individuais demonstraram uma vez mais a fundamental importância do grupo na história do rock, servindo de inspiração a muitas bandas consagradas nas últimas três décadas, em performances onde à técnica aliaram-se, em perfeita harmonia, o estilo e a personalidade de cada integrante.

Meticulosa precisão surge na bem pontuada e conduzida bateria de Phil Taylor, onde, a cada canção, belas conversões e finalizações determinavam com perfeição estática o andamento e a cadência contagiantes das canções apresentadas, além de breaks estratégicos de apoio e reforço aos descontraídos refrões. The Best!

A já costumeira irreverência e criatividade de Eddie Clarke empresta às canções riffs e arranjos preciosísticos e nada óbvios das guitarras, ora distorcidas, ora em suspensão, ora em solos intermediários de intrincada construção, preparando aos sentidos novas “surpresas” a cada canção, em verdadeiras sinfonias de domínio e técnica, beirando à genialidade...

Lemmy Kilmister, virtuoso na execução do baixo e dotado de um timbre vocal grave e profundo, apesar do ar sisudo, apresentou grande domínio de palco, comunicando-se ao público com propriedade. Excelentes e inspiradas interpretações às letras conduziram os fãs mais ardorosos ao delírio, numa apresentação em tudo coerente e linear, com pontos altíssimos de verticalização danotados nas execuções de algumas canções constantes do atual trabalho e, especialmente, nos grandes clássicos como “Motörhead” (1977), “Overkill” (1979), “Bomber” (1979), e “Ace of Spades” (1980), uma das favoritas do público.

Assim transcorreu uma apresentação de grande qualidade técnica, peso musical e rebuscado estilo artístico, alcançando recorde de público, extremamente bem conduzida, apresentando minúcia e riqueza de recursos.


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